domingo, 31 de janeiro de 2010



A parte mais difícil é mudar

Pois é... EU SEI!
Faz muito tempo mesmo...

Mais ou menos 5 meses, ou um pouco mais.
Muita coisa aconteceu junto com esse tempo que passou e eu acho que, já que perdí meu momento "melhores-momentos-2009" há um mês atrás, não vale a pena entrar em muitos detalhes.


Foram novos desafios, novas pessoas, novo trabalho, velho trabalho, trabalho, trabalho, trabalho.
Teve o Twitter, o Facebook, a fazenda, o café...
Tem o inglês, o francês, o bom e velho português.
Teve o vampiro, o lobisomen e a girl-next-door obsession.
Livros, filmes, restaurantes, DVDs, viagens, seguidos de mais e mais trabalho.

E as pessoas? Continuaram especiais, e próximas, e lindas, e tudo junto e misturado numa coisa só. Cheias de coisas pra me ensinar.


Mas, pra eu ter voltado, tem que ter coisa boa pra se falar.


Ou não tem?
Um mês dentro do ano novo, década nova, tudo novo, e pouca coisa mudou.
São os mesmo problemas, os mesmos dilemas e as mesmas situações pra se lamentar ou celebrar.


...



Estou lendo, há uma semana, o "Anybody Out There" da Marian Keyes.
Fui até a Livraria Cultura, olhei a estante, ví o preço (R$16,00? Opa!) e comprei.

Sem nem saber sobre o que era, eu só sabia que gostava da autora.

Como havia lido dois livros dela, há um tempo atrás (na minha vida pré-vampiros, lobisomen, girl-next-door), pensei "Why not?".


E aí, uma semana e 300 páginas depois, lembrei sobre o que Marian Keyes sempre escreve: mudar de vida. O livro é fofo, triste e muito bem escrito e não vejo a hora de chegar no fim. Mas nada disso importa.


O que importa, pra mim, anyways, é que isso tudo (mais um monte de coisas acontecendo comigo), me lembrou de como é difícil pra gente mudar.


Claro, mudar o corte de cabelo, a cor da unha, o caminho de casa e de ano e calendário pode ser o suficiente pra dar a sensação de algo novo e vida nova. Mas, muitas vezes, a gente precisa de algo mais e muito maior pra mudar.

E aí, é difícil pra caramba.



Esquecer daquela pessoa que não te merece, que a história passou e não te agrega nada mais e que a gente tem que "deletar" da nossa vida.


Mudar de atitude com os outros, com a gente mesma, com o que passou e com que ainda está por vir (que pode sim continuar a ser desastroso e terrível, mas também pode ser a melhor coisa da sua vida).


Vencer obstáculos, enormes dificuldades (que pra gente podem ir da perda de alguém importante ou até mesmo uma briga boba com alguém que a gente gosta - problema é problema, e o nosso é sempre o maior...), fazer planos, olhar pra frente, colocar tudo no papel e ir um passo por vez, ticando cada coisinha, colocando a gente em primeiro lugar.


Fazer as coisas de um jeito diferente, mais leve, mais centrado, mais feliz, mais calmo, mais agitado, mais consciente, mais imediatista, mais pensando no futuro. Mais.



O que eu sei é que todos parecem estar nessa mesma busca por mudança e por coisas melhores e diferentes.

E que não custa tentar.

E se isso vai virar livro, filme ou novela sem fim, 10 anos de empresa ou apenas 6 meses, a gente nunca sabe.




Pelo menos não antes da gente tentar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


O mundo em duas caras



Sem estragar muito o filme, claro, mas com uma vontade louca de falar dele, ontem assistí “À Deriva”.
Filme nacional ”diferente” e excelente em cartaz nos cinemas.

O filme fala sobre uma família como outra qualquer, em crise como outra família qualquer.

Pai e mãe enfrentam problemas comuns e perturbadores como muitos casais, em uma rotina muito mais comum do que se imagina.
E a filha mais velha, que entra na vida adulta, talvez jovem demais, passa por mudanças não só nela mesma, mas também no jeito em que enxerga a vida, os pais e a família, coisa com que qualquer um que já cresceu pode se identificar bem.

Crescer para mim é bem isso mesmo.

...

Eu sempre tive muito medo de crescer. Mesmo quando era bem pequena.

Chame do que quiser... bobeira, síndrome de Peter Pan, medo da realidade...

Eu sempre soube que tinha alguma pegadinha na coisa toda do “poder-beber,dirigir-e-ficar-acordado-até-tarde-crap“...
Era tudo bom demais pra ser verdade.

O que me assustava não era só a responsabilidade que crescer exigia, ou as durezas de trabalhar, cuidar da casa, pagar as contas e tals... tinha algo mais, escondido por trás disso tudo e que eu simplesmente não conseguia entender o que era.

O tempo passou, hoje eu posso beber o quanto quiser – apesar de não beber, posso ficar acordada até a hora que quiser – apesar de não conseguir e as contas... ah, don‘t get me started...



E assistindo o filme ontem, consegui entender um pouco mais do porque desse medo todo.

O medo que me dava era o medo de começar a ver as coisas de um jeito diferente.


...


Quando a gente cresce, as coisas mudam de perspectiva, mudam de cor. Quando a gente era criança, as coisas eram pretas ou brancas, com muito poucos tons de cinza in between. Acreditávamos nos vilões e nos mocinhos. E nada mais.

Hoje, sabemos que existe muito mais do que isso.

Hoje, existem os cinzas, os rosas, os verdes e muito mais tons do que olho pode enxergar. Vemos mais caras nos vilões e, o pior, nos mocinhos!!!

Vemos que até mesmo o mais malvado dos malvados pode sim ter um lado doce e bondoso, dependendo do olhar que direcionamos a ele.


O mundo pode ter duas, três ou dez caras diferentes, sem que isso seja uma coisa ruim ou falsa.
Um pai pode ser um homem infiel e sem coração e alguém doce e atencioso.
Uma mãe pode ser uma alcoólatra sarcástica ou apenas uma mulher apaixonada.
Um amigo pode ser distante e frio ou alguém que precisa de ajuda.
Nós mesmos podemos ter pensamentos e crenças certos ou errados, se julgados por pessoas diferentes.




E, de tudo isso, o mais legal é que essas cores e caras todas são o que fazem do mundo um lugar mais tolerante, mais aberto, mais interessante mesmo. Nada precisa ser absoluto, nem 100%.

Mas o mais difícil também é que, mais sempre do que nunca, não estamos preparados para ver essas outras caras, as outras cores, daqueles que acreditamos terem uma cara só.


Serem bonzinhos e só.


Vilões e pronto.


Atitudes novas, estranhas, nunca antes imaginadas, nos levam a lugares onde nunca imaginamos estar. Questionamentos que nunca imaginamos expressar. Julgamentos que nunca imaginamos fazer.




O que faz do mundo um lugar muitas vezes fechado, preconceituoso e muito chato também.




E quem disse que crescer era fácil?





Para saber mais sobre o filme: http://www.youtube.com/watch?v=XAbNJGcZnX0


sexta-feira, 24 de julho de 2009




It's all about the choices.
You make them, they make you.


Pois é... mês de julho com cara de mês de agosto.
Cachorro louco é pouco. Arfh!

Coisas que a gente não acredita, coisas que a gente já sabia que iriam acontecer e coisas que, mesmo já sabendo que iriam acontecer, a gente não acredita.


....


Todos nós somos um conjunto de vidas ligadas umas nas outras.
Ninguém vive sozinho e mesmo aqueles que tentam, acabam inevitavelmente se ligando, fazendo conexões e estabelecendo elos por onde passam, por onde ficam.

Pessoas que mal se conhecem e se unem sem querer. "Oi, tudo bem?"
Pessoas que se conhecem há tempos e de repente algo muda, algo quebra, algo deixa de existir. "Quem é você, mesmo?"
Pessoas novas, antigas, as mesmas, as de sempre, as fresquinhas...
Pessoas ligadas, por pouco ou muito, por hoje ou pra sempre, simplesmente ligadas pelas escolhas que fazem que as levaram até ali.


Eu acredito muito, e nesse mês em especial tenho acreditado mais, que nós somos o resultado das escolhas que fazemos. Da mais simples a mais complexa, as escolhas determinam o que somos, como escolhemos passar pela vida e a marca que escolhemos deixar pra trás.

Quando a gente pensa assim, bate um medo, um frio na barriga... responsabilidade, não?!
Quer dizer que o que eu escolho hoje, pra vestir ou pra fazer com o meu dia, vai dizer o que eu sou?

Parece que sim.


Mas ao mesmo tempo, todo dia, as escolhas aparecem de novo, e de novo.
Temos direito a segundas chances (às vezes terceiras, quartas ou vigésimas sextas...)
Podemos voltar e fazer de novo. Às vezes não dá pra consertar, mas dá pra tentar, ou não fazer a mesma coisa de novo.

Não dei o assento no ônibus hoje para aquela velhinha, mas amanhã vou pegar o mesmo ônibus de novo.
Não soube como dizer para aquela pessoa o quanto ela era especial pra mim, amanhã vou encontrar com ela de novo.
Não tive coragem pra tomar aquela decisão, que estou ensaiando há tempos, tenho certeza que amanhã vou tomar mais coragem . Ou depois de amanhã, talvez.


Vale tudo. Desde que a gente saiba que tudo isso, o fazer, o errar, o voltar e o consertar, fazem parte dessas mesmas escolhas. Nada é separado, isolado, tá tudo junto, numa coisa só.



Sophie Calle.
Ouví falar dela uma vez, tempos atrás.
Depois lí alguma coisa, em algum lugar.
Aí, ouví falar dela de novo.
Depois no Saia Justa.
Fiz uma atividade de Fluency sobre ela.

E tive que postar sobre escolhas.


O namorado escolheu terminar com ela por email.
Em uma daquelas cartas masculinas-indecisas-e-nada-comprometedoras-ou-esclarecedoras, ele escolheu encerrar com um simples clichê-style "Se cuida!".
Ela como boa mulher, não entendeu e escolheu entender.
Escolheu passar a carta para 107 outras mulheres, cada uma em uma profissão com habilidades diferentes, que tentaram ajudá-la a entender.
Sophie escolheu pegar essas interpretações e fazer limonada.

Montou uma mostra de arte - com quadros, danças, vídeos e textos dessas 107 mulheres- e ficou famosa (mais do que era, pelo menos).

O nome da mostra? "Se cuida!"

Vingança, arte, oportunismo, voyerismo?
Você escolhe.
Ela escolheu.




.
.
.

domingo, 5 de julho de 2009


You never know the biggest day of your life is the biggest day.
Not until it's happening.

Você nunca sabe que o dia mais importante da sua vida é o mais importante.
Só quando ele está acontecendo.



You don't recognize the biggest day of your life,
not until you're right in the middle of it.
Você não reconhece o dia mais importante da sua vida,
não até você estar bem no meio dele.

The day you commit to something or someone.
O dia em que você se compromete à alguma coisa ou alguém.

The day you get your heart broken.
O dia em que seu coração se parte.

The day you meet your soul mate.
O dia em que você conhece sua alma gêmea.

The day you realize there's not enough time,
because you wanna live forever.
O dia em que você percebe que não há tempo suficiente,
por que você quer viver para sempre.

Those are the biggest days. The perfect days. You know?
Esses são os dias mais importantes. Os dias perfeitos.



Sabe?
De Grey's Anatomy - episódio 100
"What a difference a day makes"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Terminado o 100° episódio de Grey's Anatomy na TV, começa Seinfeld e meus olhos ainda (bem) molhados decidem virar-se pro computador pra postar.




Why we love Grey's.
(ou "noveleiras em ação - unite!")




Bom...
Tem um mocinho aqui do lado que fica dizendo que sou "que nem noveleira, e que série é que nem novela, só que em inglês e só uma vez por semana".... mas, em meio às mensagens de texto vindas de uma outras fãs "out of control", discordo.



Fui apresentada e viciada por Fê Ruivo, que um dia comentou "meu! você TEM que assistir essa série nova! é tudo de bom! é tipo ER, mas muuuuito melhor!"

Tá bom, vamos ver...
... e bam!

Já era.



...




"The doctors of Seattle Grace Hospital deal with life-or-death consequences on a daily basis... and it's in one another that they find comfort, friendship and love. Together they're discovering that neither medicine nor relationships can be defined in black and white. Real life only comes in shades of grey."


- Os médicos do Hospital Seattle Grace lidam com consequências de situações de vida ou morte, diariamente... e eles encontram o conforto, a amizade e o amor uns nos outros. Juntos eles vão descobrindo que tanto na medicina, quanto nos relacionamentos, nada é definido em preto e branco. A vida real vem apenas em tons de cinza." -




Muito engraçado falar de "vida real" ao se falar de uma série de TV.
Mas é isso mesmo que sentimos ao assistirmos uma série como Grey's.



Nos transportamos, nos procuramos lá, nos achamos no roteiro, nas falas e personagens, nos quotes finais...






Buscamos verdades e ensinamentos, risos e choros.
Muito como também fazemos com livros e filmes. Uns mais profundos, outros mais "piegas", mais lights... cada um na sua, com o que lhe faz bem.



Corremos pra casa na segunda à noite. Viramos parte da história, bobas muitas vezes (escrevo no feminino por motivos "aparentemente" óbvios...) falamos deles como se fossem nossos.
Nossos médicos, amigos, vilões... nossas histórias.



Terça feira chega e só começamos a falar do sério depois de termos falado daquela horinha entre às 22hs e 23hs do dia anterior. Outras se viciam junto, querem assistir todos, correr atrás do tempo perdido. Trocam notas e... ai, lêem os spoilers.




"Não, não, não! Não quero saber!
Mas... e a Izzie? Ela mor...?
Não! Esquece! Não quero saber!
lá lá lá lá - não tô ouvindo - lá lá lá lá!"


Quem não assiste, acha bobo, exagerado, meio sem noção. Mas não ligamos, não.

Há um senso de união, de comunidade, em torno de um mesmo assunto.
Bom demais.







Ok, ok... vai...

se é isso que todos fazem com as novelas, e sei que fazem mesmo, então sou culpada.
Sou noveleira sim. Pelo menos até que inventem um nome próprio para nós - serieiras, serieseiras, não sei... - posso ser noveleira, no problem. Aceito.






Sendo assim, segunda-feira que vem (dessa vez, das 22hs às 24hs!!! yeeeh!) não me liguem, chamem, incomodem, jantar sai antes ou depois (viu, Fê!? hehehe)...
Vou estar na frente da TV, juntamente com certeza com as outras "noveleiras" de plantão. Cada uma no seu lugar. Lindo!










E se você for uma delas, ou não... eu recomendo.
; )
PS. e mesmo sabendo, tomara que ela não morra, não... vai...

quinta-feira, 18 de junho de 2009


When you're done being number one.


Tenho certeza que do mais jovem dos seres aos mais experientes, todos já se pegaram uma vez ou outra tentando ser o número um. Número um na família, nos relacionamentos, no trabalho, nas coisas mais bobas e nas mais importantes.

Não se trata tanto de uma competição com os outros, uma corrida, e mais de uma competição consigo mesmo. Claro, existem os que competem por prazer, por amor pela coisa. Não agüentam nem pensar em ser o segundo, terceiro ou décimo lugar... o que pra eles não tem diferença. Pensam na competição e no prazer de chegar, terminar, ser... o primeiro.

Mas, pra mim, que passava mal quando criança, quando a professora de natação perguntava se eu queria participar da competição de natação e passava da hiper ventilação, à dor de barriga até o total breakdown na hora daquele primeiro pulo na água, sempre me considerei uma pessoa muito pouco competitiva.

Pra mim, a coisa toda valia a pena pelo percurso, pela jornada, pela comparação do quanto eu nadava meses antes e de como eu tinha melhorado meses depois. Meio bobo pra alguns, mas...



Mas, com o passar do tempo, das fases, das coisas, a gente se depara com momentos de conforto, de amor e de realizações que nos fazem quase que por um segundo, acreditar que somos número um.

Fazemos o que amamos, o que acreditamos e somos reconhecidos por isso. Tudo é seguro, calmo e tranqüilo e você sabe que achou o seu lugar no mundo, mesmo que por um segundo. Você domina o que faz, sabe tudo de cor e salteado, de olhos fechados e isso é ótimo. Para alguém como eu, ou não, this is as good as it gets.

E, como tudo na vida também, que graça teria se esse já fosse o fim do filme?
O tapete some de baixo dos seus pés e nada mais é o mesmo.

Como tudo na vida, a aceitação vem em fases.
A primeira é a negação. Não quero acreditar.
A segunda é o ódio. Quero matar alguém.
A terceira é o choro. Buá.


E depois, a gente aceita e não só aceita, mas como se sente mais leve, mais livre.
O conforto vai pra longe e é hora de agir, de se mexer. De mudar.
Você pára de tentar entender, de tentar lutar contra e começa a lutar a favor, a seu favor. Há uma libertação de algo aqui dentro. Uma sensação de que não se trata de ser um, dois ou dez, mas sim de ser você e pronto.
E o próximo passo, ninguém sabe.

After all, it’s just when you’ve lost everything, that you’re free to do anything.
"and you open the door
and you step inside
we're inside our hearts.
now imagine your pain
is a white ball of healing light
that's right, feel your pain,
the pain itself,
is a white ball of healing light
I don't think so...
this is your life
good to the last drop,
doesn't get any better than this
this is your life, and it's ending
one minute at a time
this isn't a seminar
and this isn't a weekend retreat
where you are now
you can't even imagine
what the bottom will be like
only after disaster can we be resurrected,
it's only after you've lost
everything that you're
free to do anything
nothing is static,
everything is evolving,
everything is falling apart
(...)
you are not your bank account,
you are not the clothes
you wear
you are not the contents of your wallet
you are not your bowel cancer
you are not your grande latte
you are not the car you drive
this is your life"


terça-feira, 2 de junho de 2009


Sim, nós vestimos a camisa.
Será? Por que? Mesmo???



Eu sou uma pessoa conhecida por vestir a camisa, nas mais diversas situações.

E eu não digo isso (nem me dizem isso, acho) necessariamente, como uma coisa boa, como um elogio. "Vestir a camisa" tem sim um lado muito nobre e bonito, digno das coisas e resultados mais legais e felizes, mas tem outro lado bem chato também, cheio de desilusões e corações partidos, muitas vezes criticado e questionado pelos outros.


Quem veste a camisa, se envolve e se deixa envolver, corre muito risco, arrisca muito mais do que se pode ver e, muitas vezes, perde mais do que se pode criticar.




...



Acredito que "vestir a camisa" é um fenômeno que vem desde bem antes de inventarem as camisas. E acredito que tem muito a ver com o inconformismo e a vontade de mais.


Imagino alguns homens da caverna pensando em como melhorar a vida de caça e pesca, em como melhorar a vida da esposa e filhos - e o que ELES podiam fazer pra melhorar isso tudo - enquanto outros estavam mais que felizes com um peixinho aqui, outro ali e com dormir na caverna o dia todo.


Vestir a camisa é uma forma de egoísmo também.

Muito pouca gente veste a camisa por vontade divina ou vontade de satisfazer vontades dos outros. São vontades nossas mesmo. Fazemos isso pra satisfazer nossos caprichos sim, coisas que queremos e pronto.


Precisamos DESSA vontade pra vestirmos a camisa.

A camisa da empresa, de um relacionamento, do casamento, da amizade, do ajudar o próximo, do salvar o mundo, do que quiser.


...


Minha profissão tem como pré-requisito, exigência e qualificação mínima, o "vestir a camisa".


Nenhum professor ousa colocar o pé dentro de sala de aula, se não estiver vestindo a camisa.

Nenhum conhecimento do mundo, metodologia ou didática, é suficiente, se não ele não estiver vestindo a camisa por baixo do jaleco.



São muitas as dificuldades que enfrentamos, uns mais, outros menos, dentro da sala de aula.

Coisas indescritíveis, às vezes, principalmente em escolas grandes, salas enormes e com alunos que não querem aprender, o que quer que estejamos ensinando - de violão a futebol, inglês ou química.



Não importa o nível social, a mensalidade da escola ou a idade dos que sentam naquelas mesinhas, as dificuldades são imensas. E não tem como não duvidarmos da camisa que escolhemos vestir, algumas vezes, e em muitas delas queremos jogar a toalha e largar mão mesmo.


E, assim como em qualquer relacionamento, não são todos que querem ou que têm aquela vontadezinha de vestir essa, que na minha opinião, é uma das mais "pesadas" e "importantes" camisas a serem usadas.


E não são todos que querem que NÓS sejamos os que vestem as camisas.

Ainda não entendí por que, e isso é assunto pra outro post, mas algo me diz que é por que quando nós vestimos a camisa, lembramos que eles não estão vestindo nada (!).




Mas, com tudo isso, às vezes, muito às vezes, quando menos imaginamos, acontece alguma coisa que prova que temos que continuar a vestir essa camisa - como se tivéssemos opção!



Aquele aluno que tem mais dificuldade, pega.

Aquela que não abre a boca em inglês, faz um speech lindo.

Aquela turma que você nunca ganhou, te conta um segredo ou dá uma risada.

Aquela turma mais falante e bagunceira, faz aquele video lindo, cheio de coisas sérias, imagens políticas e muito Coldplay.

Aquela turma que já faz coisas mágicas, surpreende de novo e faz todo mundo ficar de boca aberta (de wow! e de tanto rir!).



Eles todos brigam, se envolvem, fazem, surpreendem, competem, criticam e mostram que uma idéia de férias (ótima idéia) de uma professora internética de cabelos de fogo, valeu cada preocupação (ou não) de todos nós.




Às vezes, pode criticar, "vestir a camisa" é bom demais.
Pra mais provas disso, check out:

domingo, 17 de maio de 2009


Love. Never give up hope.
Como tudo na vida, o amor (entre meninos, meninas, pessoas e tudo mais...) é uma questão de fé. De esperança. Temos que acreditar pra dar certo.
Do tipo: "aplique a pomada duas vezes por dia e espere pelos resultados".
Mas, ao contrário do que parece, ele vem sem receita médica, muito menos manual de instruções. Fazemos enquanto vamos indo. Improvisamos.
Pensamos uma coisa, aí outra acontece, nada do que planejamos, e mudamos de opinião.
Temos planos, estratégias, joguinhos e frases de efeito. E, no fundo sabemos desde o princípio, na hora da verdade isso tudo não serve pra nada.
Na hora da verdade, gaguejamos, choramos, esperamos, ligamos (e desligamos), fazemos de conta... e quando tem que ser, vai ser. Quando ter que dar certo, dá. E quando menos se imagina, é.
O importante é continuar acreditando.

...

"Girls are taught a lot of stuff growing up.
If a guy punches you, he likes you.
Never try to trim your own bangs and someday you will meet a wonderful guy and get your very own happy ending.

- Muitas coisas são ditas às meninas, quando começam a crescer.
Se um menino te bate, é por que está gostando de você.
Nunca tente cortar sua franja sozinha e, um dia, você vai conhecer um cara incrível e conseguir o seu final feliz. -

Every movie we see, every story we're told implores us to wait for it, the third act twist, the unexpected declaration of love, the exception to the rule.

- Cada filme que vemos, cada história contada pede que esperemos por ele, a virada no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção à regra.

But sometimes we're so focused on finding our happy ending, we don't learn how to read the signs. How to tell from the ones who want us and the ones who don't, the ones who will stay and the ones who will leave.

- Mas, às vezes, estamos tão preocupadas em achar nosso final feliz, que não aprendemos a ler os sinais. Como destinguir os que nos querem dos que não, os que vão ficar dos que irão partir.

And maybe a happy ending doesn't include a guy, maybe... it's you, on your own, picking up the pieces and starting over, freeing yourself up for something better in the future. Maybe the happy ending is... just... moving on.

- E talvez, um final feliz não inclua um cara. Talvez... seja você, sozinha, juntando os pedaços e começando de novo, se libertando para algo melhor, no futuro. Talvez o final feliz seja apenas... partir pra outra.

Or maybe the happy ending is this, knowing after all the unreturned phone calls, broken-hearts, through the blunders and misread signals, through all the pain and embarrassment you never gave up hope.

- Ou talvez, o final feliz seja isso, saber que depois de todas as ligações sem retorno, os corações partidos, depois de todos os erros e mal entendidos, depois de toda dor e vergonha, você nunca perdeu as esperanças."


From "He's just not that into you" - 2009

Previously on "Dizem por aí..."
Sempre me diziam que casamento era difícil, quase impossível...
Part II

Pois é... Aniversário de um ano - parece que são só aniversários por aqui?

Não sei se existem regras pra isso, escritas em algum lugar, mas acho que se quisermos nunca deixamos de ser recém-casados. Será? Passou muito rápido, ai meu Deus...

...

3 anos e meio de namoro, um mês e pouco se aproximando do assunto, algumas horas discutindo prós e contras, um minuto pra pergunta, três segundos pra resposta.
4 meses procurando apartamento, 13 minutos decidindo que esse era o apartamento perfeito, 1 ano e 21 dias de planejamento e decisões, 4 meses morando junto.
Uma semana de nervos a flor da pele (mais ainda, o que até aquele momento parecia impossível!) ...

... e chega a hora.

Acredito, sim, que foi o dia mais lindo da minha vida.
Depois de tantas perguntas, respostas, procuras e decisões, tudo na minha frente é a porta da igreja e tudo que está lá dentro. Tudo e todos que mais me importam, mais me lembram de quem sou, do que fui e do meu futuro e o que me espera.

Que coisa doida!


Um ano passou e continuo a mesma.
A mesma que se arrumou e entrou no carro e precisou de três pessoas ajudando com o vestido.
A mesma que disse sim, pra várias perguntas e mostrou a gengiva (e big time!) naquelas fotos todas - e diria e mostraria tudo de novo! ui!
As mesmas coisas - e pessoas - me importam (muitas ainda mais que um ano atrás...).
A mesma recém-casada que saiu de lua-de-mel e acreditou que seria assim o tempo todo.
Pra sempre.

Ainda sou essa mesma.

Acredito sim, e aprendo todo o dia, que é um caminho longo.
É uma maratona e não os cem metros rasos. E o que importa não é chegar mais rápido e sim o caminho até o fim. São vários obstáculos, mudanças de rumo, mudanças de passo, de ritmo.


Mas o melhor é ter uma pessoa comigo pra dividir esse caminho e eu sei que escolhí muito bem.
Ele está lá do meu lado, correndo junto, olhando pra ver como estou, me dando forças - e uns gritos, quando preciso.
Gatorade e água de coco. As long as you both shall live.
E ele está sempre lá. Muito sortuda, eu.

Acabo pensando que não faz diferença nenhuma se somos recém-casados ainda, ou não.
Somos casados. e pronto.

E que venha o próximo ano.



Te amo, Fê.
- Quer casar comigo?

domingo, 3 de maio de 2009


Life is not the amount of breaths you take, but the moments that take your breath away.

Isso todo mundo sabe. Ou pensa que sabe. Ou diz que sabe.



Mas na verdade, vivemos na espera desses momentos, reclamando, correndo, dizendo coisas e se arrependendo, fazendo e desfazendo, na procura e a espera de momentos como esses... que deixam a gente sem ar, sem chão, felizes da vida, completos, serenos.


Eu acredito que o dia do meu aniversário, todo ano, é feito de momentos desses aí.


...


Fiz 27 anos da idade. Alguns dizem que é pouco, outros (alunos principalmente, me aconselharam a ler Balzac e me aposentar...)

Contente e feliz demais de ter um dia só meu, e na verdade, um dia cheio de todos que eu amo, planejei duas festas. E recebí um monte.


Começou quase uma semana antes, no Municipal. Dividí o dia com a moça bonita da banda que, animadíssima e super tímida, agitou a tarde que virou noite e me apaixonei. Lindo demais. Rô pôs o meu pingente de chinelinho, ganhei minhas gérberas amarelas e todo mundo se divertiu.


A semana foi cheia de expectativas. Ciça contando os dias pra não me deixar esquecer.
A caixinha de chocolates com papel rosa brilhante me esperando na sala dos chefes (que acabou por estar vencida, mas "ah, bem feito por fazer aniversário no último do mês!...")

Na quarta, teve visita "surprise"do meu sogro e do Vini em meio a um "parabéns" lindo dos meus "pequenos" do Advanced 2 deixando a sala de aula.


E na quinta, áh na quinta, o dia começou com caixinha rosa de laço de bolinhas da Alice e da Luisa, com um bolinho, duas velas (uma de cada cor - uma Lú, outra Alice) e chocolate, acompanhada de uma cartão lindo - e em inglês - das minhas ex-students queridas.

Teve Bel e Sueli me embonecando pro dia que vinha por alí.

Passei o dia todo cercada de "parabéns" e "tudo de bom"... presentes, presenças, Agnes no telefone, família querida, abraços apertados, beijos gostosos. Bolo da Paduan no intervalo, muita coisa boa. Presente lindo demais com direito de troca dos meus pais. Eles, mais presentes do que nunca, estiveram por perto em todas as festas.


Todo mundo que lembrou, ou mesmo que esqueceu, que foi ou só pensou de longe, que ligou, escreveu, mandou pensamentos positivos, mensagens... estava todo mundo lá.

Fomos no Blú, como no ano passado, mas muito mais especial.
Muita coisa aconteceu nesse último ano, desde quando eu tinha 26 e fui fazer 27.
Muita coisa boa, algumas mais ou menos, mas todas me levaram ao Blú naquele dia.




Muita coisa pra comemorar em um dia só, não acha? Por isso, oras!





Comemoramos, comemos muito bolo, quitutes gostosos, várias fotos e muitos momentos de tirar o fôlego e scraps fofos no orkut.... e agora sim, eu tenho meus 27 anos.


Ainda tive festa e dia ao lado do meu maior motivo de comemoração desse ano - meu maridão.

Bolo de chocolate folhado, Melissa de camurça vermelha e dia na rua + filmes com ele do lado.
Perfeito é pouco.

Sou muito sortuda e por isso digo: Obrigada.

E sendo assim, ao meus 27 anos e três dias, só posso é agradecer por ter feito o que fiz, as festas que fiz, os amigos que fiz e o fato de gostar tanto de aniversários.





Todos, e principalmente o meu.


; )